A propósito de MARIA ADELAIDE COELHO DA CUNHA, uma mulher que embora tenha vivido no principio do século XX, casada há vinte e oito anos, e com quarenta e oito anos de idade, abandona tudo, riqueza e posição social, pelo seu motorista Manuel Claro de vinte e seis anos com quem vai viver para uma aldeola.
O marido interna-a com o aval dos mais conceituados psiquiatras da época, e interdita-a, apoderando-se da sua fortuna, visto ser ela a herdeira do dono do Diário de Noticias.
Foi dada como louca. Louca sim mas de Amor e por amor. Mas não era doida.
DOIDA NÃO!
A certa altura refugia-se na escrita , e escreve: “ As cartas e bilhetes que tenho recebido formam como uma grinalda que me envolve tristemente, amparando-me, dando-me novo alento nesta luta de vida ou morte em que, para salvar o coração, é preciso esfacelá-lo primeiro, em que para conservar a vida, é preciso gastá-lo a pouco.”
E hoje em pleno século XXI, seria diferente?
É bem aceite uma relação que saia fora dos " padrões normais", convencionais, ou socialmente aceites como correctos?
Como reage a sociedade, a família, os amigos ou mesmo os conhecidos quando um casal é composto por uma mulher mais velha dez ou quinze anos do que o homem?
Ou quando é ele que tem mais vinte anos do que ela?
E quando ele é casado? E se tem filhos de anteriores relações?
E quando ambos são casados, com outras pessoas? Mas se apaixonam por outros?
Será que estas pessoas podem ou não viver um grande Amor?
O Amor é eterno enquanto dura. Enquanto é alimentado e acarinhado.
Enquanto há amizade, cumplicidade, e intimidade.
E depois?
Conjugamos o verbo sofrer.
E a vida continua.
E isso do Amor, Schhhhhhhhhhhhhhh!!!! Guardem-no, calem-no, sintam-no, mas finjam que não o sentem. Mas finjam bem.
Porque no século XXI a vida continua a ser um teatro de marionetas.
E as cordas partem sempre pelo lado mais fraco.
E quem falou que o AMOR existe?
Quem é que acredita nisso?
Oh! Santa Ingenuidade!
Acordem, porque essa do LOVE & PEACE , já era…
O Amor só sobrevive na clandestinidade, porque a tradição ainda é o que era, e o preconceito é o principal bloqueador do que se pretende atingir : A felicidade.
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